Crescer sem destruir os outros!

Falam muito em sustentabilidade, porém o que vemos é tudo da boca para fora. Em resumo, matam os gansos para fazer travesseiros de penas.

A COOPERATIVA teve uma brilhante ideia a cerca de 3 anos que foi a criação de uma UNIDADE DE REFERÊNCIA OBSTÉTRICA. Assim foi feito. Na Maternidade do Povo foi criado um PLANTÃO MÉDICO para os mais chegados, melhorias na UTI NEONATAL , SALAS DE PARTO, PRÉ PARTO e outras melhorias.

O SERVIÇO ia de vento em popa. Uma ideia muito boa, tanto que o PROJETO DO PARTO ADEQUADO referenciou o serviço e saiu no site do Ministério da Saúde como na época o único serviço que preenchia os requisitos do programa.

Outro dia, ia passando pela recepção, pois não faço parte da equipe de plantonistas, e enquanto fazia uma solicitação de guia de internação para uma longa madrugada acompanhando uma paciente em trabalho de parto escutei que alguns COOPERADOS tinham sido contatados por uma DIRETORA e que queriam levar o SERVIÇO para um outro hospital que em breve inauguraria sua nova maternidade. A DIRETORA que já havia trabalhado nesta maternidade fez o convite e a maioria parece que queria mudar de lar.

Não escutei mais a conversa da reunião pois acabei de preencher o documento e segui em frente.

Apenas faço a seguinte observação. A melhor maternidade do mundo tem que estar longe das mazelas infeciosas e contaminantes que encontramos nos hospitais gerais. Se você quer realmente oferecer segurança ao seu paciente, comece evitando os riscos biológicos, pois recursos, hoje as UTIs móveis te levam a qualquer lugar imediatamente.

O nome disso é respeito, pois todos nós ficaremos obsoletos e não tem como melhorar ou reformar. Upgrades somente da mente enquanto ela funcionar, pois no ser humano não existe esta facilidade.

A COOPERATIVA sempre pede para me sentir dono.

A sensação de ser dono, é muito própria e peculiar. Quando somos dono do nosso carro, cuidamos, lavamos, buscamos o melhor combustível, lavamos regularmente, e não dispensamos a cerimonia de limpa-os-pés antes da entrada de qualquer passageiro. Mas quando você aluga um carro, é assim, gasolina mais barata, qualidade nem pensar, estaciona em qualquer lugar, não limpa os pés antes de entrar e só entrega lavado pois é exigência da locadora.

Parece uma mentira, mas é realmente o que acontece com a relação do COOPERADO com a COOPERATIVA.

Não tem pena de pedir exames que não são necessários, passa a limpo pedidos de médicos que não são cooperados, e até de profissionais da área de saúde  (que não são médicos).

Sério. É verdade. Olhe o que aconteceu comigo. Só esta semana atendi uma paciente com uma rol de pedidos de exames (dosagem de todo o abecedário de vitaminas e hormônios) pois a paciente foi numa Nutricionista e ela solicitou para um programa de transformação de massa gorda em massa magra. Fui falar que eu não ia fazer os pedidos, e foi o suficiente para elevar a ira da paciente que saiu fumegante do consultório e depois me mandou uma mensagem dizendo “achei quem pedisse, perdeu, não volto mais aí com o senhor.”

Como posso me sentir DONO da empresa se me pagam por uma cesariana nas altas horas da madrugada menos de quinhentos Reais? Dono é a gestão que chega a ganhar 10 vezes este valor para gerir o que é meu. Isto é ser DONO.

Vou ter que comparar, me desculpem os mais apaixonados pela COOPERATIVA mas me ocorreu o seguinte: O BRADESCO, A SULAMÉRICA e outras Operadoras de Saúde tem prejuízo? Claro que não, basta entrar no site delas e acessar o demonstrativo de resultados. Lá os DONOS recebem os lucros, e por incrível que pareça ainda tem a coragem de pagar o dobro do que recebemos sendo DONOS da COOPERATIVA.

Por fim, eu pago meu PLANO de SAÚDE, eu sou DONO, mas pago, igual aos NÃO DONOS e qual o lucro que eu tenho com a COOPERATIVA?

Lucram os que têm seus INÚMEROS VÍNCULOS ( me disseram que não poderia haver duplo vínculo) e é de conhecimento público COOPERADOS que possuem 2, 3 e até 4 vínculos e estes sim são donos do pedaço. Os que pensam diferente têm apenas que trabalhar para poder receber no final do mês pois são DONOS de sua contas e despesas.

Os Três Porquinhos “Reaças”

https://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&view=article&id=8310:250313-os-tres-porquinhos-reacas-&catid=37&Itemid=86

Felipe Melo
Era uma vez três porquinhos: Cícero, Heitor e Prático. Um belo dia, os três porquinhos decidiram sair da casa de sua mãe e construir as próprias casas. Cícero construiu para si uma casa de palha, Heitor, uma casa de madeira, e Prático, uma casa de tijolos. Cícero e Heitor construíram rapidamente suas casas, enquanto Prático demorou mais para construir a sua, já que era mais difícil erguer paredes de tijolos do que de palha ou de madeira.Certa vez, apareceu um lobo nas redondezas. Movido por sua natureza predatória, o lobo quis devorar os porquinhos. Indo à casa de Cícero, o lobo bateu à porta. Cícero se escondeu, mas o lobo derrubou a casa com seu poderoso sopro, fazendo Cícero fugir. Em seguida, o lobo foi à casa de Heitor, que também se escondeu quando o lobo bateu à porta. Novamente, o lobo usou seu sopro poderoso, derrubando a casa do segundo porquinho, que fugiu para a casa de seu irmão Prático – onde encontrou Cícero, que fugira para lá antes. O lobo, então, foi à casa de Prático. Tentou derrubar a casa, mas não conseguiu, pois a casa de tijolos era bem forte. Então, o lobo empreendeu uma nova tática e, vendo que a casa tinha uma chaminé, tentou usá-la para entrar na casa. No entanto, Prático acendeu o fogo e pôs sobre ele uma panela, que começou a queimar a cauda do lobo. O lobo fugiu, machucado, e os porquinhos ficaram a salvo. Mas não por muito tempo. Dias depois, todos os jornais noticiaram que o pobre lobo havia sido discriminado pelos três porquinhos, que haviam adotado uma postura conservadora e reacionária contra o lobo por não quererem entender a sua natureza. O lobo entrou com uma representação na Secretaria Especial da Igualdade Animal da Presidência da República, que encaminhou o caso ao Ministério Público Animal. O Ministério Público Animal, após alguns dias de investigação, encaminhou denúncia à Justiça Animal contra os três porquinhos por especismo (preconceito contra uma espécie) e tentativa de lupicídio. Diversas ONGs do movimento lupino promoveram “esculachos” na frente da casa dos porquinhos, denunciando o inaceitável conservadorismo suíno. O Conselho Lupinista Missionário publicou uma carta-aberta do lobo, denunciando que o ato cometido contra ele pelos porquinhos representava o genocídio que a nação lupina sofria nas mãos da elite suína. A comoção nacional foi geral. Passeatas foram convocadas nas redes sociais contra o genocídio lupino, os revoltados acrescentando em seus nomes o termo Loboni-Uivoá em homenagem ao pobre lobo. Personalidades animais manifestaram-se no Twitter, deram declarações a jornais e revistas, e até um vídeo foi elaborado com atores de uma prestigiosa emissora de televisão para sensibilizar as pessoas. O Executivo criou a Campanha do Despanelamento com a justificativa de recolher as panelas clandestinas para reduzir os índices de violência e promover uma cultura de paz. As ONGs do movimento lupino entraram com uma ação de expropriação contra os porquinhos com base em estudos que apontavam que aquela região pertencia originalmente aos ancestrais lupinos, expulsos dali pelo agronegócio suíno muitas décadas antes. A Justiça Animal considerou a ação procedente, acatou o pedido e despejou os porquinhos, ordem que foi cumprida pela Força de Segurança Animal, dando a casa para o lobo. Presos, os porquinhos foram condenados pela Justiça Animal pelos crimes de tentativa de lupicídio e especismo, o que rendeu a eles uma pena bastante pesada. Importantes apoiadores da causa lupina, como o Frei Lobonardo Boff, disseram que aquele era um dia especial para todas as vítimas do especismo reacionário dos porcos brancos de olhos azuis, e outros aplaudiram a decisão da Justiça Animal, que certamente representava a valorização das lutas históricas dos povos lupinos. Em tempo: esta é uma adaptação livre de um conto infantil, e se trata apenas de uma pequena obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Fonte:http://unbconservadora.blogspot.com.br/

Triste!

https://www.diarioonline.com.br/noticias/para/538409/bebe-recem-nascida-cai-de-incubadora-em-belem_-veja-o-video

https://globoplay.globo.com/v/8038106/

https://www.romanews.com.br/cidade/policia-civil-investiga-crime-de-lesao-corporal-apos-bebe-cair-de/58528/

https://bacana.news/reportagem-do-fantastico-mostra-caso-de-bebe-recem-nascida-que-caiu-de-uma-incubadora-em-belem/

https://www.soudepalmas.com.br/noticia/4963/susto-bebe-recem-nascida-cai-de-incubadora-em-belem-veja-o-video

O partido Novo que já nasceu velho

João Filho
5 de Novembro de 2017, 8h58

O ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco, anunciou sua desfiliação do PSDB. Na última segunda-feira, ele deu entrevista para a Folha se mostrando bastante decepcionado com a crise ética pela qual passa o partido e decidiu se filiar ao Partido Novo. Foi o mesmo caminho seguido pelo ex-tucano e técnico de vôlei Bernardinho. Com o PSDB dividido entre continuar apoiando ou não um governo marcado pela corrupção, talvez essa revoada de tucanos para o Novo seja uma tendência nos próximos meses. É um caminho natural, as eleições estão aí. Certamente muita gente vai querer dar uma repaginada no visual e trocar o desgastado uniforme azul e amarelo.

Gustavo Franco vai para o Novo, mas o seu projeto político continuará sendo o mesmo que vem sendo implantado pelo conluio PMDB/PSDB desde a tomada do poder: “reformar as instituições públicas para que seus gastos caibam na receita”. Traduzindo do tucanês: privatizar estatais, cortar verbas dos serviços públicos, subtrair direitos trabalhistas para, assim, enxugar o Estado e dar liberdade total para o mercado, que magicamente resolverá todos os problemas sociais. Enfim, trata-se do velho e fracassado receituário neoliberal de sempre. Franco chega ao Novo no momento em que ocupa o cargo de presidente do Instituto Millenium — o think tank liberal patrocinado por grandes empresas e grupos de mídia — o que o torna um reforço ainda mais interessante para o partido.

Mas quem são os fundadores do Novo? Bom, apesar de publicamente dizer que foi fundado por engenheiros, médicos, administradores e outros profissionais liberais, o partido foi criado principalmente por dois homens muito ricos que ocuparam cargos de alto escalão em bancos brasileiros. Ambos apareceram no Bahama Leaks como proprietários de off-shores que, segundo eles, foram devidamente declaradas à Receita Federal.

João Dionisio Amoêdo é engenheiro e administrador de empresas que construiu carreira em bancos e acabou se tornando um banqueiro. Começou estagiário no Citibank e acabou virando sócio da BBA. Tem relacionamento longo e estreito com Armínio Fraga, Gustavo Franco e boa parte do escalão da equipe econômica do governo FHC. Foi presidente do Partido Novo até recentemente, quando deixou o cargo para poder disputar algum cargo nas próximas eleições. É o principal homem da legenda.

O também engenheiro Ricardo Coelho Taboaço, que acabou de assumir a presidência do partido, também construiu carreira no alto escalão de instituições financeiras. Foi sócio diretor do Grupo Icatu e vice-presidente do Citibank.

Os fundadores do Novo se vendem como cidadãos comuns, insatisfeitos com os maus serviços públicos e com os altos impostos. Mas nós vivemos em um país onde os bancos, apesar de sempre lucrarem loucamente, pagam menos impostos que os assalariados. Imagino que mexer nesse privilégio não é — nem nunca será —  uma proposta da legenda dos banqueiros.

É um partido novo, mas que chegou para representar quem sempre esteve muito bem posicionado dentro de todos os governos brasileiros. Mas para não dizerem que não falei das flores, há, sim, uma novidade ou outra ali. Não que isso seja necessariamente positivo, muito pelo contrário. A lógica empresarial é que dá as cartas na estrutura interna do Novo. O partido recruta novos candidatos para disputar eleições como as grandes corporações recrutam trainees. O processo seletivo é mais parecido com o programa “O Aprendiz” do que com a democracia. Este trecho de matéria da revista Exame mostra bem os detalhes:

Todos os pré-candidatos do Novo para uma vaga no Congresso tiveram que pagar uma taxa de inscrição de 600 reais. Aspirantes a uma vaga na corrida eleitoral pela Assembleia Distrital pagaram 300 reais. (…) A primeira etapa, que correspondia à análise curricular e teste sobre valores da sigla, aprovou apenas 284 dos 460 inscritos. Até o final de junho, esse grupo de pré-candidatos será avaliado por uma banca de membros do partido durante entrevistas. Nas próximas fases, a ideia é ver, na prática, como o pré-candidato se sairia em uma campanha.

Esqueçam o conceito de representatividade política, tão cara à democracia. No Novo ela só vale para banqueiros e mercado financeiro. Apenas critérios meritocráticos serão levados em conta na escolha dos candidatos. Provavelmente você não verá nenhum lixeiro liberal se candidatando pelo Novo para representar a sua categoria. A taxa de inscrição é cara e os candidatos passam por uma “análise curricular”. Com esse conceito torto de democracia, talvez o grande sonho do Novo seja eliminar as eleições e escolher nossos representantes através de concursos públicos.

Outra novidade é que o partido abriu mão do Fundo Partidário. Aparentemente uma iniciativa bastante louvável, mas que não chega a merecer salva de palmas. Convenhamos, quem precisa de Fundo Partidário quando se tem a alcunha de “queridinho do mercado financeiro”? Dinheiro não é problema.

O programa político do Novo é essencialmente econômico. O partido simplesmente se recusa a discutir temas como aborto, casamento gay e legalização da maconha. Mas não esperemos um liberalismo progressista, tão escasso no Brasil. Apesar do terninho bem cortado e do discurso pretensamente moderno, o Novo promete não ser muito diferente de um PSC da vida nessa seara. O perfil do partido no Twitter dá um indicativo de como o partido se posiciona em relação aos Direitos Humanos, por exemplo:

A Declaração Universal do Direitos Humanos é um avanço civilizatório da humanidade. Tratá-la como uma questão ideológica, de esquerda, revela a mais profunda ignorância. É o bolsonarismo gourmet.

Mesmo se furtando a debater questões relevantes para o país, o Novo pretende lançar um candidato à presidência da República. Alguns outsiders vem sendo ventilados, como Flávio Rocha, João Doria, Luciano Huck e o próprio ex-presidente do partido João Amoedo.

Flávio Rocha, dono da Riachuelo, já tem currículo na política e representa o que há de mais velho nela. Foi eleito deputado federal pela primeira vez pelo PFL em 1986. Depois, à convite de Collor, foi para o PRN, onde se reelegeu. Em 1990, chegou a ser candidato à presidência da República, mas foi obrigado a renunciar após de ter seu nome envolvido no escândalo dos bônus eleitorais. Mesmo com todos esses esqueletos no armário, Rocha é considerado por Amoedo uma “pessoa alinhada com os princípios do Novo e um bom gestor. Pode ser um bom nome (do partido à presidência).” Bom, como gestor ele já teve uma de suas fábricas condenada por submeter funcionários a longas jornadas de trabalho em troca de salários abaixo do mínimo, além de cometer abusos físicos e psicológicos. E se estiver tão bem alinhado aos princípios do Novo, então aí é que a coisa piora mesmo, já que na semana passada ele escreveu um artigo delirante alertando sobre o avanço de um plano comunista para dominar o povo brasileiro — tipo Pastor Marco Feliciano.

Luciano Huck recebeu pessoalmente o então presidente do Novo em Angra dos Reis. Segundo a revista Piauí, ele emparelhou sua lancha ao lado do luxuoso iate do apresentador e conversaram por 40 minutos. De lá pra cá, o nome do tucano global vem se tornando cada vez mais forte. Huck ganhou espaço nobre na imprensa para fazer suas análises de conjuntura e falar o que pensa sobre o futuro do Brasil.

Merval Pereira, outro membro do Instituto Millenium, não conseguiu disfarçar sua simpatia pela candidatura do colega global. Para ele, Huck “além de popular, tem muito mais preparo e uma rede de contatos que pode viabilizar um programa de governo com substância”. Eu não sei que preparo Huck tem para comandar um país em profunda crise política e econômica, mas concordo que ele possui uma rede de contatos extensa. Vai de Joesley Batista, Flávio Rocha até Aécio Neves.

https://theintercept.com/2017/11/05/o-partido-novo-que-ja-nasceu-velho/