Sim, está correto.
Em fevereiro de 2025, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) foi alvo de acusações públicas de ter usado a Associação Nacional Movimento Pró Armas (Proarmas / AMPA) — entidade sem fins lucrativos da qual ele é fundador — para beneficiar empresas privadas ligadas a si e à sua família.
Como funcionava a denúncia
Segundo as acusações (que começaram com um perfil anônimo no X usando o nome “Emily Thorne” e foram amplificadas por ex-aliados, como o advogado César Mello):
- Ao clicar em “Seja Membro” no site do Proarmas, a pessoa era direcionada para pacotes de assinatura (R$ 10 a R$ 150/mês).
- Em vez de receber nota fiscal da associação (CNPJ 37.545.009/0001-98), o contribuinte recebia nota de uma empresa privada chamada Proarmas Cursos Técnicos Ltda (CNPJ 37.782.311/0001-60), da qual Pollon era sócio-administrador.
- Ou seja, quem pensava estar se filiando à associação acabava comprando cursos e serviços de uma empresa particular de Pollon (via plataforma Eduzz).
- O mesmo CNPJ também aparecia ligado a uma holding (MF Gestão Patrimonial) com capital social de cerca de R$ 1,3 milhão, que tinha no quadro societário Pollon, sua esposa, filhos e inclusive o secretário parlamentar Felipe Di Benedetto Júnior. O domínio do site proarmas.com.br estava registrado em nome dessa holding.
Resposta de Pollon
O deputado negou qualquer irregularidade. Ele afirmou que:
- A holding foi criada apenas para administrar dois terrenos do pai, doados aos filhos.
- Não havia relação financeira entre a holding e as atividades da associação Proarmas.
- A empresa de cursos era legítima e separada.
A denúncia gerou forte repercussão dentro do próprio movimento armamentista, provocou racha entre apoiadores e foi amplamente noticiada em veículos como O Globo, Campo Grande News, Correio do Estado e outros.
Essa polêmica ocorreu meses antes das recomendações de suspensão de mandato no Conselho de Ética da Câmara (em 2025/2026), que tiveram maior repercussão institucional.