Diabetes Gestacional

A FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em suas publicações, protocolos e materiais em parceria com o Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e OPAS/OMS, enfatiza que as principais causas de mortes fetais (óbito fetal) e complicações graves maternas na diabetes gestacional (DMG) estão diretamente ligadas ao controle inadequado da hiperglicemia materna.Principais pontos destacados pela FEBRASGO:

  • Para o feto (óbito fetal): O DMG não tratado ou mal controlado aumenta significativamente o risco de morte fetal intrauterina, especialmente no final da gestação. Isso ocorre principalmente por mecanismos como:
    • Hiperinsulinemia fetal reativa à hiperglicemia materna → maior demanda metabólica, hipóxia fetal, policitemia e alterações placentárias.
    • Macrossomia fetal extrema, polidrâmnio grave e sofrimento fetal agudo.
    • A hiperglicemia persistente é o fator central que eleva o risco de óbito fetal súbito (especialmente após 36-38 semanas se descontrolado). Protocolos recomendam não ultrapassar 40 semanas de gestação devido ao aumento desse risco.
  • Para a mãe (morte materna ou complicações graves): A mortalidade materna direta por DMG isolado é rara com bom acesso à saúde, mas o descontrole glicêmico contribui indiretamente para:
    • Pré-eclâmpsia e distúrbios hipertensivos (principal via de risco grave).
    • Parto complicado por macrossomia (distócia de ombros, hemorragia pós-parto, cesárea de emergência).
    • Raramente, cetoacidose diabética (mais comum em DM prévio, mas possível em DMG grave).
    • A longo prazo, maior risco de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular (principais causas de mortalidade em mulheres com histórico de DMG).

Em materiais da FEBRASGO (como o documento “Cuidados Obstétricos em Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil”, de parceria interinstitucional, e edições da revista Femina), fica claro que as repercussões fetais e neonatais graves (incluindo óbito fetal) estão relacionadas ao controle do diabetes. Com bom manejo (terapia nutricional, exercício, monitoramento glicêmico rigoroso e, se necessário, insulina), esses riscos caem drasticamente — estudos mostram redução significativa de óbito fetal, macrossomia, pré-eclâmpsia e cesarianas.Recomendações práticas da FEBRASGO:

  • Rastreamento universal ou baseado em fatores de risco, diagnóstico precoce (TOTG 75g entre 24-28 semanas ou antes se glicemia de jejum ≥92 mg/dL).
  • Acompanhamento multiprofissional (obstetra, endocrinologista, nutricionista).
  • Monitoramento fetal intensivo no 3º trimestre (cardiotocografia, perfil biofísico) em casos descontrolados.
  • Indução ou cesárea planejada se controle ruim ou após 39-40 semanas.

Em resumo, segundo a FEBRASGO, a hiperglicemia materna não controlada é o elo principal que desencadeia a cascata de complicações graves, tanto fetais (óbito por hipóxia e eventos súbitos) quanto maternas (via pré-eclâmpsia e parto de risco). O foco é no controle rigoroso para prevenir esses desfechos — e com adesão ao pré-natal, a maioria das gestações com DMG evolui bem! Se for o seu caso ou de alguém próximo, siga as orientações do obstetra para ajustar o plano.

publicado
Categorizado como covid

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

11 + dez =