Eleições 2026 – Pará

Hana Ghassan Tuma (também grafada Hanna Ghassan), atual governadora do Pará (MDB) desde 2 de abril de 2026 e candidata à reeleição, é servidora pública de carreira (auditora fiscal), ex-secretária de Planejamento e Administração e ex-vice-governadora na chapa de Helder Barbalho.

Os principais pontos negativos e críticas levantados por oposição, Justiça Eleitoral e imprensa até agosto de 2026 são os seguintes:

1. Condenações e representações por propaganda eleitoral antecipada

  • O TRE-PA condenou-a (junho de 2026), por unanimidade, por outdoors instalados em 24 municípios com slogans como “Pode vir 2026”, “Bora avançar mais” e “Agora e no futuro”. O material destacava a palavra “governadora” em letras grandes e “vice” em tamanho menor. Foi multada em valor superior a R$ 150 mil (prefeitos envolvidos também foram sancionados). Cabe recurso ao TSE.
  • Houve decisões liminares determinando a retirada dos outdoors (janeiro/fevereiro de 2026), com multa diária de R$ 5 mil por painel não removido.
  • O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável a representações do PSOL/Rede e outros partidos sobre o uso ostensivo de bonés, camisetas, faixas, bandeiras e leques com sua imagem e nome em eventos oficiais (programa “Por Todas Elas”, Círio de Nazaré e inauguração da ponte de Outeiro, em 2025). O MP pediu multas máximas (até R$ 25 mil por propaganda antecipada e até cerca de R$ 496 mil por conduta vedada/abuso de autoridade), com possibilidade de afetar o registro de candidatura ou o diploma.

Essas ações são as críticas mais concretas e formalizadas contra ela até o momento.

2. Continuidade da gestão Helder Barbalho e herança política

  • É amplamente vista como a “candidata da continuidade” ou “Dilma do Helder” (perfil técnico-administrativo de confiança de Barbalho). Isso a associa a críticas pré-existentes à gestão MDB no estado, incluindo irregularidades e sobrepreços apontados em obras da COP 30, questionamentos sobre aparelhamento da máquina pública e denúncias envolvendo contratos de infraestrutura.
  • Críticas de oposição (PL, PSOL e outros) apontam baixa visibilidade política própria e dificuldade de liderança em crises (ex.: episódios na educação e ocupações de secretarias).

3. Críticas à gestão como governadora (desde abril 2026)

  • Servidores de cinco órgãos estaduais (Sectet, FCP, Seop, Funtelpa e Igepps) publicaram nota de repúdio por falta de valorização e atraso na aprovação de Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCRs), apesar de superávit orçamentário apontado.
  • Voltou atrás em promoções de delegados da Polícia Civil que estavam afastados por investigação de corrupção/extorsão, após manifestação do Ministério Público.
  • Acusações de omissão durante crise de chuvas e alagamentos em Belém (abril de 2026), com vereadora da oposição afirmando que “a governadora desapareceu enquanto Belém afundava” e questionando o “legado da COP 30”.

4. Outros pontos levantados

  • Aumento do patrimônio declarado ao TSE: de cerca de R$ 1,2 milhão (2022) para R$ 1,67 milhão (2026).
  • Perfil predominantemente técnico, sem experiência prévia como cabeça de chapa majoritária, o que a oposição usa para questionar capacidade política e de articulação.

Observação importante: não foram encontradas, nas fontes públicas até agosto de 2026, denúncias de corrupção pessoal, processos criminais graves ou escândalos de ordem privada contra Hana Ghassan. As críticas concentram-se em irregularidades eleitorais (propaganda antecipada), associação à máquina política Barbalho e aspectos de gestão recente. Pesquisas de intenção de voto (Quaest, AtlasIntel) ainda a colocam na liderança ou empate técnico, com aprovação de governo em torno de 49% (desaprovação de 21% em julho de 2026).

Esses são os pontos negativos mais recorrentes e documentados. A disputa eleitoral de 2026 ainda está em andamento e novos desdobramentos judiciais ou denúncias podem surgir.

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